AUDIÊNCIAS GERAIS: TEOLOGIA DO CORPO DE JOÃO PAULO II I PARTE – AS PALAVRAS DE CRISTO I Capítulo – Cristo Apela ao Princípio 1. Da Unidade e Indissolubilidade do Matrimônio No dia 5 de Setembro de 1979, na sua primeira Audiência Geral sobre a Teologia do Corpo, o Santo Padre expôs as palavras de Cristo: “no princípio o Criador os fez homem e mulher”. 2. Primeira Narração Bíblica da Criação: Definição Objetiva do Homem Na sua Audiência Geral do dia 12 de Setembro de 1979, o Santo Padre comparou as duas narrativas da criação do homem no Livro do Gênesis, estabelecendo princípios básicos para o seu estudo da Teologia do Corpo. 3. Na Segunda narrativa da Criação: A Definição Subjetiva do Homem Na sua Audiência Geral do dia 19 de Setembro de 1979, o Santo Padre examinou o relato da criação do homem no segundo capítulo de Gênesis, observando a sua profundidade em revelar o lado subjetivo da criação na imagem de Deus. 4. Relação entre a Inocência Original e a Redenção Na sua Audiência Geral do dia 26 de Setembro de 1979, o Santo Padre considerou a continuidade entre o estado do homem original e o estado do pecado original, que o deixou aberto à graça da redenção. 5. Significado da Solidão Original do Homem Na sua Audiência Geral do dia 10 de Outubro de 1979, o Santo Padre examinou a solidão do homem, não como varão, diferente da mulher, mas em sua natureza como diferente dos outros seres vivos, sua diferença em sua superioridade, revelada a ele pela sua auto-consciência. 6. A consciência do Homem de Ser Pessoa Na sua Audiência Geral do dia 24 de Outubro de 1979, o Santo Padre ligou a “solidão original do homem”, como diferença e superioridade das outras criaturas, com a consciência de seu corpo. 7. Na própria definição do homem está a alternativa entre a morte e imortalidade Na sua Audiência Geral do dia 31 de Outubro de 1979, o Santo Padre se referiu à solidão na qual o homem foi criado, em relação às outras criaturas, mas também com referência à sua liberdade de escolher moralmente. As alternativas de morte e imortalidade se encontram nele mesmo. 8. A Unidade Original do Homem e da Mulher Na sua Audiência Geral do dia 7 de Novembro de 1979, o Santo Padre continuou colocando a base para sua Teologia do Corpo, meditando no “sono” de Adão, de onde emerge a divisão dos sexos. 9. O Homem se Torna Imagem de Deus Mediante a Comunhão de Pessoas Na sua Audiência Geral do dia 14 de Novembro de 1979, o Santo Padre vê a imagem de Deus, na qual o homem foi criado, não somente na solidão de sua humanidade, mas também na sua comunhão de pessoas, na criação do primeiro homem e da primeira mulher em relação um com o outro. 10. Masculinidade e feminilidade: duas “encarnações” da mesma solidão metafísica Na sua Audiência Geral do dia 21 de Novembro de 1979, o Santo Padre falou da união de “uma só carne”, como ela revela o mistério da criação ao mesmo tempo que revela o significado do corpo através da complementaridade entre o masculino e o feminino. 11. Significado da Experiência Humana Original Na sua Audiência Geral do dia 12 de Dezembro de 1979, o Santo Padre observou que, na narrativa de Gênesis, a vergonha pela sua nudez, experimentando pelo primeiro homem e mulher depois da queda, contrasta com a sua original inocência, que convida a seguir o estudo sobre a consciência original de seus corpos, 12. Plenitude da Comunhão Interpessoal Na sua Audiência Geral do dia 19 de Dezembro de 1979, o Santo Padre continua analisando a ausência da “vergonha” nos primeiros pais, Adão e Eva, apesar de sua nudez, e a relação com a comunicação deles. 13. A Criação como um Dom Fundamental e Original Na sua Audiência Geral do dia 2 de Janeiro de 1980, o Santo Padre continua analisando a consciência dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, em como eles se percebem mutuamente, sem a “vergonha” na sua nudez, vendo-se como um dom mutuo, parte da bondade da criação de Deus. 14. Revelação e Descoberta do Significado Esponsal do Corpo Na sua Audiência Geral do dia 9 de Janeiro de 1980, o Santo Padre explica o “significado esponsal” do corpo como foi experimentando por Adão e Eva. O homem, varão e mulher, descobrem sua essência somente vivendo com e para alguém e a possibilidade deste dom recíproco é manifestado em seus corpos como varão e mulher. 15. O Homem-Pessoa se torna um Dom na Liberdade do Amor Na sua Audiência Geral do dia 16 de Janeiro de 1980, o Santo Padre examina o “significado nupcial do corpo”. Através do autodomínio, pelo qual o aspecto puramente físico da sexualidade foi comedido, o primeiro homem e a primeira mulher estavam livres para dar-se totalmente um ao outro, afirmando assim a pessoa com tal. 16. Mistério da Inocência Original do Homem Na sua Audiência Geral do dia 30 de Janeiro de 1980, o Santo Padre analisa o mistério da inocência original do homem, aquela pureza de coração que permitia Adão e Eva a se doarem mutuamente no amor, como efeito da graça. 17. Homem e Mulher: Dom Recíproco Na sua Audiência General do dia 6 de Fevereiro de 1980, o Santo Padre examina o significado nupcial do corpo, no dom e aceitação recíproca do homem e da mulher, e a realidade oposta, quando o outro vira “objeto para mim mesmo”. 18. A Inocência Original do Homem e Seu Estado Histórico Na sua Audiência General do dia 13 de Fevereiro de 1980, o Santo Padre examina uma vez mais a inocência original dos nossos primeiros pais, como sua natureza foi originalmente criada, e como foi afetada a sua relação mútua e o significado nupcial de seus corpos como masculino e feminino. 19. O Homem entra no Mundo como Sujeito da Verdade e do Amor Na sua Audiência General do dia 20 de Fevereiro de 1980, o Santo Padre analisará como o homem, varão e mulher, criados à imagem de Deus entram no mundo como o sacramento primordial, um sinal visível para o mundo do mistério escondido em Deus, o mistério da verdade e do amor, o mistério da vida divina, na qual o homem de fato participa. 20. Análise do Conhecimento e da Procriação Na sua Audiência General do dia 5 de Março de 1980, o Santo Padre examina a afirmação bíblica que seria traduzida assim: “Adão conheceu Eva, sua mulher” (Gn 4, 1-2) 21. Mistério da Mulher revelado na Maternidade Na sua Audiência General do dia 12 de Março de 1980, o Santo Padre examina o conceito de mutuo “conhecimento” entre o primeiro homem e a mulher e a procriação que gera um “terceiro, originado de ambos.” 22. O Ciclo do Conhecimento-Geração e a Perspectiva da Morte Na sua Audiência General do dia 26 de Março de 1980, o Santo Padre continua analisando o “conhecimento” bíblico no principio e também depois da queda, quando a morte aparece no horizonte da historia humana. 23. Matrimônio na Visão Integral do Homem Na sua Audiência General do dia 2 de Abril de 1980, o Santo Padre afirma que somente voltando ao “princípio”, como Cristo fez respondendo aos fariseus, nós podemos ter a visão integral do homem, varão e mulher, e assim entender adequadamente o matrimônio e a procriação. II Capítulo - Cristo Apela ao Coração do Homem 24. Cristo Apela ao Coração do Homem Na sua Audiência General do dia 16 de Abril de 1980, o Santo Padre começa o ciclo onde analisará o ensinamento de Cristo, no Sermão da Montanha, sobre o adultério no coração e o significado da moral. 25. O Conteúdo Ético e Antropológico do Mandamento “Não Cometerás Adultério” Na sua Audiência General do dia 26 de Abril de 1980, o Santo Padre analisa o significado do adultério, que se define como uma brecha na unidade do esposo e da esposa, mesmo que seja somente por um ato interior (“adultério no coração”). Ele cita o caso de David e Betsabea. 26. A Concupiscência é o Fruto da Ruptura da Aliança Com Deus Na sua Audiência General do dia 30 de Abril de 1980, o Santo Padre analisa a tríplice concupiscência, da carne, dos olhos e a soberba da vida, pelas quais o homem rompe a aliança original com Deus. 27. Radical Mudança do Significado da Nudez Original Na sua Audiência General do dia 14 de Maio de 1980 explica a nudez do homem depois da caída não apenas no seu aspecto físico. “...Este homem foi privado dos dons sobrenaturais e preternaturais, que faziam parte da sua ‘dotação’ antes do pecado; além disso, sofreu um dano no que pertence à natureza mesma, à humanidade na plenitude original ‘da imagem de Deus’.” 28. O Corpo Não Submetido ao Espírito Ameaça a Unidade Do Homem-Pessoa Na sua Audiência General do dia 28 de Maio de 1980, o Santo Padre diz que a vergonha experimentada pelo homem depois de sua caída é expressada através de uma vergonha chamada “cósmica”, refletindo uma nova desordem na sua natureza, pela qual não somente a relação do homem e da mulher foi afetada, mas sim também a da alma e do corpo. 29. Relação da Concupiscência com a Comunhão de Pessoas Na sua Audiência General do dia 4 de Junho de 1980, o Santo Padre examina a transformação radical trazida pela concupiscência e pela vergonha na relação original entre o primeiro homem e mulher 30. O Domínio “Sobre” o Outro na Relação Interpessoal Na sua Audiência General do dia 18 de Junho de 1980, o Santo Padre diz que, por causa do pecado, homem e mulher sentem vergonha reciprocamente, a sua relação é enfraquecida e ele exercerá o domínio sobre ela. 31. A Tríplice Concupiscência Limita o Significado Esponsal do Corpo Na sua Audiência General do dia 25 de Junho de 1980, o Santo Padre diz que o pecado de Adão e Eva distorce o “sentido nupcial do corpo” na sua masculinidade/feminilidade, que estava planejado para dar forma à sua relação. A relação deles foi corrompida pela concupiscência,que inclui o desejo de possuir o outro, em vez de receber ele/ela como um dom gratuito. 32. O Coração: Campo de Combate (Ou Batalha) Entre o Amor e a Concupiscência Na sua Audiência General do dia 23 de Julho de 1980, o Santo Padre afirma que a sexualidade humana, depois da queda, foi marcada por uma certa coação do corpo (limita-deforma?), que subverte a expressão do espírito buscando a comunhão de pessoas, masculino e feminino, através do dom recíproco de si mesmo. “Quanto mais a concupiscência domina o coração, tanto menos este experimenta o significado esponsal do corpo”. 33. Analogia entre os termos “meu... minha” e sua mudança após o pecado Na sua Audiência General do dia 30 de Julho de 1980, o Santo Padre afirma que o significado esponsal do corpo que permite dizer “meu... minha” num sentido de doação, depois do pecado se torna uma busca de possuir o outro como objeto, destruindo assim a liberdade do dom. 34. O Sermão da Montanha aos Homens do Nosso Tempo Na sua Audiência General do dia 6 de Agosto de 1980, o Santo Padre examina a “dureza do coração”, que todo homem sofre, junto com os interlocutores de Cristo, e sua conexão com a tríplice concupiscência que é a herança desde Adão. 35. O Conteúdo do Mandamento “Não Cometerás Adultério” Na sua Audiência General do dia 6 de Agosto de 1980, o Santo Padre continua o análise do ensinamento de Cristo contra o adultério “do coração” como um retorno ao espírito da lei, que tinha sido estendido (deformado,?) para permitir a poligamia, buscando “recuperar a clareza fundamental da interpretação” da lei. 36. O Adultério Segundo a Lei e na Linguagem dos Profetas Na sua Audiência General do dia 20 de Agosto de 1980, o Santo Padre examina o ênfase da lei matrimonial no “fim procreativo do matrimonio”, e os profetas na sua unicidade da relação esponsal entre Deus e Israel, contraria a poligamia prevalecente. 37. O Adultério: Falsificação do Sinal e Ruptura da Aliança Pessoal Na sua Audiência General do dia 27 de Agosto de 1980, o Santo Padre considera o adultério como “pecado do corpo”, violando os direitos exclusivos entre um homem e uma mulher, que constitui uma ruptura da aliança pessoal entre eles. 38. O Significado do Adultério Transferido do Corpo para o Coração Na sua Audiência General do dia 3 de Setembro de 1980, o Santo Padre fará referência sobre o adultério na tradição Sapiencial, e na mudança de ênfase trazida por Cristo. 39. A Concupiscência como Separação do Significado Esponsal do Corpo Na sua Audiência General do dia 10 de Setembro de 1980, o Santo Padre descreve os efeitos interiores da concupiscência desde a tradição Sapiencial e a compara com o ensinamento de Cristo sobre “adultério cometido no coração” (coloquei nas audiências anteriores adultério do coração... mas talvez seja melhor colocar sempre “cometido no”...? não sei...) 40. Mútua atração difere do desejo concupiscível Na sua Audiência General do dia 17 de Setembro de 1980, o Santo Padre analisa que a atração entre o homem e a mulher, que deveria libertar “uma gama de desejos espirituais-carnais de natureza sobretudo pessoal e ‘de comunhão’, aos quais corresponde uma proporcional hierarquia de valores difere, do desejo concupiscível já que este reduz “toda a riqueza pessoal.... a um único valor, ao sexo, como objeto idôneo à satisfação da própria sexualidade.” 41. A Concupiscência Afasta o Homem e a Mulher das Perspectivas Pessoais e “de Comunhão” Na sua Audiência General do dia 24 de Setembro de 1980, o Santo Padre continuando sua análise do adultério “cometido no coração”, diz que a mulher quando é olhada com o mal desejo pelo homem, deixa de ser tida como sujeito de uma atração ou comunhão pessoal, passando a ser somente um objeto de satisfação sexual. E quando esta intenção alcança a vontade, o homem então se torna escravizado. 42. Construir o Novo Sentido Ético Na sua Audiência General do dia 1 de Outubro de 1980, o Santo Padre dirá que o problema de um homem olhar para uma mulher com o desejo concupiscível, não é só por ela não ser sua esposa, mas porque olhando-a desta maneira, diminui sua dignidade, da mesma forma que aconteceria se fosse sua esposa. 43. Interpretando o Conceito de Concupiscência Na sua Audiência General do dia 8 de Outubro de 1980, o Santo Padre observará que o adultério “cometido no coração” é uma atitude de um homem a uma mulher (ou vice versa), que reduz a comunhão de pessoa a uma satisfação de um instinto. A “pureza do coração” se torna necessária para readquirir a plenitude humana que se encontra na liberdade do dom. 44. Valores Evangélicos e Responsabilidades do Coração Humano Na sua Audiência General do dia 15 de Outubro de 1980, o Santo Padre pergunta se, a partir das palavras de Cristo ‘o coração é acusado ou é chamado ao bem’ e afirmará que não existem conotações maniqueístas no Evangelho. (mudei) 45. Realização do Valor do Corpo Segundo o Plano do Criador Na sua Audiência General do dia 22 de Outubro de 1980, o Santo Padre esclarece o significado do desejo nascido da concupiscência. Cristo não condena o corpo como mal (Maniqueísmo), mas condena a redução do corpo no seu significado nupcial, e apela ao coração do homem para redescobrir o pleno valor integral da pessoa. 46. A Força Original da Criação Torna-se Para o Homem Força de Redenção Na sua Audiência General do dia 29 de Outubro de 1980, o Santo Padre examina a tríplice concupiscência descrita por São João (I Jo 2, 15-16) em relação à imagem distorcida do homem apresentada por Freud, Marx e Nietzsche. A verdade da sua humanidade, a habilidade de amar, é mais profunda que a tríplice concupiscência. 47. ‘Eros’ e ‘Ethos’ Encontram-se e Frutificam no Coração Humano Na sua Audiência General do dia 5 de Novembro de 1980, o Santo Padre esclarece que o aviso dado por Cristo contra o olhar concupiscível à mulher, antes de ser uma acusação é um apelo, já que aquilo que o coração deseja (eros) deve ser também aquilo que é o certo (ethos). 48. Espontaneidade: o Resultado Maduro da Consciência Na sua Audiência General do dia 12 de Novembro de 1980, o Santo Padre diz ser “necessário encontrar continuamente naquilo que é ‘erótico’ o significado esponsal do corpo e a autêntica dignidade do dom. E afirma que as palavras de Cristo são exigentes porque de fato exigem que o homem conheça o seu interior e seja senhor de seus próprios impulsos íntimos. 49. Cristo Chama-nos a Reencontrar as Formas Vivas do Homem Novo Na sua Audiência General do dia 3 de Dezembro de 1980, o Santo Padre afirma que “no ‘ethos’ da redenção do corpo deverá ser retomado o original ‘ethos’ da criação” e que Cristo indica com clareza que o caminho para chegar lá deve ser caminho de temperança e de domínio dos desejos. 50. Pureza de Coração Na sua Audiência General do dia 10 de Dezembro de 1980, o Santo Padre analisa o modo errôneo que teve o termo “pureza moral”, entendida muitas vezes de modo material e exterior. Cristo se opõe a esta interpretação e diz que a impureza vem do coração do homem. 51. Justificação em Cristo Na sua Audiência General do dia 17 de Dezembro de 1980, o Santo Padre examina o conflito entre “carne” e “espírito” nos ensinamento de São Paulo. A concupiscência do homem “que vive segundo a carne” pode ser superada quando o espírito humano é penetrado pelo Espírito de Deus. |